segunda-feira, 21 de setembro de 2009

PETROBRÁS EM ITAGUAI

Petrobras define Itaguaí



A Petrobras definiu Itaguaí, região Metropolitana do Rio, como uma de suas bases terrestres de apoio às operações das plataformas de pré-sal da Bacia de Santos. De acordo com informações da estatal, já estão em andamento estudos para o projeto, que prevê a construção de terminais portuários em um terreno de 10 milhões de metros quadrados. A expectativa é de que as unidades estejam em funcionamento em 2014.

O projeto em análise avalia a construção de três terminais portuários. Um deles servirá, exclusivamente, como centro de suprimento do pré-sal, movimentando desde mantimentos até peças de reposição das plataformas. Outro terminal será de pólo de armazenamento, mistura e exportação de petróleo. Neste caso, seria manipulado tanto o óleo do pré-sal, quando de unidades da Bacia de Campos.

A logística é um dos grandes desafios da Petrobras na exploração do pré-sal. As longas distâncias entre as plataformas e as atuais bases terrestres dificultam o abastecimento das unidades de produção. Em alguns casos, há, ainda, problemas com autonomia de vôo dos helicópteros.

O terceiro terminal ainda não tem seu uso definido, A estatal ainda não sabe se ali será movimentada resinas sólidas ou coque proveniente do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A empresa não revela, no entanto, o volume a ser investido. O terreno de Itaguaí, com saída estratégica para a Bacia de Sepetiba e próximo ao Porto de Itaguaí, foi uma das alternativas estudadas pela estatal para abrigar o pólo gás-químico Rio Polímeros, que acabou sendo erguido ao lado da Refinaria de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A imensa área encontrava-se sem utilização.



CSN e Gerdau



Por ser vizinha de terrenos da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Gerdau em Itaguaí, a Petrobras assinou memorando de entendimento para que parte do projeto seja desenvolvido em conjunto. A parceria foi uma orientação do governo do Estado do Rio de Janeiro. "Cada uma tinha seu projeto de terminal. Orientamos que as empresas desenvolvessem um único projeto para tudo aquilo que for comum, como canal de entrada e dragagem. Isso facilita a obtenção de licenças ambientais", afirmou o secretário de Desenvolvimento do Rio, Júlio Bueno.

Pelos cálculos do secretário, somente os terminais da Petrobras devem gerar aos cofres do Estado R$ 500 milhões de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) por ano.







A subsidiária da Petrobras na Argentina, Petrobras Energía S.A., estaria vendendo sua refinaria localizada em San Lorenzo, na Província de Santa Fé, e cerca de 100 postos de serviços dos 580 que possui no país, segundo fontes do mercado. A unidade, instalada em 70 hectares possui uma capacidade de refino de 48.500 barris diários, produz gasolina premium e normal, óleo diesel, óleo combustível, solventes e asfaltos.

Em junho, o governo da Província de Santa Fé bloqueou as contas correntes da Petrobras Energía, acusando a empresa de não pagar dívidas tributárias com a administração local no valor de 8,5 milhões de pesos (cerca de R$ 4,4 milhões) entre 2003 e 2009. A medida foi autorizada pela Justiça local, atendendo ao pedido da Subsecretaria de Ingressos Públicos - o fisco local - ligada à Secretaria de Economia do governo de Santa Fé. Na ocasião, a Petrobras Energía emitiu nota desmentindo a dívida.

Fontes do mercado disseram que a Petrobras está avaliando dois tipos de operação: a venda total da refinaria ou só a metade, para reduzir os gastos atuais. A Petróleo de Venezuela S.A. (PDVSA) seria uma das interessadas em comprar a refinaria de San Lorenzo e alguns dos postos que estariam à venda. Fontes da embaixada venezuelana já teriam confirmado que existiram conversações entre as duas petrolíferas.

A Petrobras anunciou ontem que pretende construir, em conjunto com a Gerdau e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), um novo píer em Itaguaí, que será operado pelas três empresas. A expectativa é que o projeto gere 25 mil empregos quando operar em plena capacidade. A inauguração está prevista para 2014.

Segundo nota da estatal, as três empresas já tinham terrenos próprios no município da Baía de Sepetiba e a intenção de usar a proximidade com o mar para desenvolver projetos. Por isso, Petrobras, CSN e Gerdau decidiram se unir e assinaram memorando para estudar a execução de um só plano de engenharia, com operação compartilhada do píer, o que barateia os custos.

A petrolífera tem interesse em fazer da área base de apoio para a exploração do pré-sal. Outra finalidade seria transporte de petróleo e derivados para o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí. Do novo terminal, seriam exportados pelas demais minério de ferro e produtos siderúrgicos.

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, apoia a ideia de transformar Itaguaí em base do pré-sal. Segundo ele, só a Petrobras deve gerar 20 mil empregos. Já CSN e Gerdau, juntas, criariam 5 mil vagas. “É muito importante garantir que o Rio seja a base de operação para a extração do pré-sal. Isso vai gerar emprego e renda para o estado”, disse Bueno.

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